Ontem, ouvindo a mensagem das 18:00 hs. no rádio, ouvi um padre falar para esquecer o seu passado, para não viver nele.
Concordo que não devemos viver no passado, mas não podemos esquecê-lo.
Alias, vivemos o nosso passado, e futuro, neste exato momento. É difícil de entender?
Vivemos o nosso passado neste exato momento, pois nos encontramos neste exato local por conta das decisões que tomamos em nosso passado; desde antes de começar a tomar consciência das coisas, cada decisão tomada nos trouxe a este exato momento e local.
Vivemos o nosso futuro neste exato momento, pois as decisões que tomarmos neste momento afetam diretamente o nosso futuro, assim como afetaram as decisões tomadas no passado o nosso presente e afetarão o nosso futuro.
Luiz Gonzaga fala da idéia de lembrar do passado de forma boa e má em uma composição, diz que quem lembra do passado, bons e maus momentos, apenas por lembrar é feliz sem saber,mas se é como ele, pelo menos na música, que não consegue se desligar de um amor do passado é infeliz.
No blog anterior, falo que desconfio de todas as decisões que tomei hoje e que amanhã se tiver que tomar decisão em situação similar, pode acontecer que faça tudo diferente de hoje. Não que eu venha a me esquecer do que fiz hoje; mas a situação de amanhã poderá me fazer tomar uma decisão diferente.
Hoje posso ter seguido à esquerda, por achar que naquele momento para o local para onde me dirijo, este é o melhor caminho, mesmo mais longo, é menos disputado e fica mais rápido. Pode ser que amanhã decida seguir à direita, por não precisar economizar tempo, então posso economizar combustível, ou porque, pelas minhas experiências passadas, no horário em que estou me deslocando, o caminho da esquerda é mais rápido ou o da direita é mais lento.
Vejam, para fazer a mesma coisa, tomo decisão diferente, não porque me esqueci do passado; mas por registrá-lo e procurar utilizá-lo da melhor forma possível.
Não esqueço meu passado, mas não fico vivendo nele.
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